Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 30/09/2020

A violência não é um desafio novo a ser enfrentado, ele está crescendo cada dia mais na sociedade brasileira. A violência é algo que foi herdado e enraizado no país desde a época do regime político colonial nos séculos XVI e XIX. Na visão política portuguesa era comum: o extermínio indígena, o racismo da escravidão e a obrigação de obediência das mulheres. Portanto, a cultura da violência, atualmente, é algo banal. É de extrema importância desmistificar isso, porque assim a cultivação de comportamentos que favorecem a violência não será algo normalizado.

Em primeira instância, segundo John Locke, filósofo inglês, o homem nasce como se fosse uma “folha em branco”. Ele não nasce agressivo e preconceituoso, desenvolve-se com o tempo. Diante de um Estado produtor de invisibilidades sociais, o que pode servir como carta-branca para a desigualdade social deságue, sendo maior parte das agressões contra jovens periféricos e negros. O que mostra o grupo musical Racionais Mc’s, na música “Versículo 4 Capítulo 3”, “A cada 4 horas, um jovem negro morre violentamente em São Paulo, Aqui quem fala é Primo Preto mais um sobrevivente”.

Ademais, devido ao grande descaso com sistema de educação, sendo um ambiente despreparado e desvalorizado acaba contribuindo com o crescimento das violências. Bem como, com uma educação oferecida de baixa qualidade, faz com que os jovens não sejam capacitados para o mercado de trabalho. E a única maneira que eles encontram são se recorrendo ao crime e ao tráfico de drogas, o que traria lucro e uma estabilidade financeira.

Portanto, diante do exposto, ainda que seja realizado o apoio aos grupos minoritários algumas iniciativas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da educação investir em estrutura e verba que visa tornar a educação em um ensino de qualidade. E também ao Poder Legislativo, em parceria com as polícias militar e civil, intervir qualquer tipo de violência, trazendo o bem-estar social e coletivo. Desta forma, o país se tornará mais plural e justo.