Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/09/2021

Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, hodiernamente, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que centenas de milhares de brasileiros perdem suas vidas devido a hostilidade nos centros urbanos. Nesse contexto, essa brutalidade se dá pela fraca educação, além dos abismos sociais da terra canarinha.

Diante disso, é importante destacar a debilitada instrução como acentuadora da problemática. Sob esse viés, os altos índices de violência são fruto de uma orientação que não oferece o real suporte necessário para os estudantes, dado que segundo o filósofo Platão, as injustiças são resultado de uma educação deficitária. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover medidas que diminuam os casos de hostilidade nas cidades, como, disciplinas que demonstrem as consequências negativas ao se entrar no mundo do crime. Por conseguinte, consoante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 62 mil pessoas foram mortas nos municípios tupiniquins. Logo, verifica-se a necessidade de ações na instrução nacional para reverter esse quadro.

De modo complementar, as diferenças socioeconômicas no país é, também, uma outra grande causa da questão. Nesse sentido, é válido trazer uma frase do célebre escritor brasileiro Ariano Suassuna, que diz: “O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o dos privilegiados e os dos despossuídos. Desse modo, nota-se que as desigualdades presentes no território brasileiro, aliado a falta de oportunidades, induz milhares de jovens a entrarem no mundo do crime buscando melhores condições de vida para ele e sua família. À vista de exemplo, conforme resportagem da UOL, a cada 100 jovens moradores das comunidades cariocas - locais em que o desequilíbrio econômico é ainda maior em relação ao restante do país- 13 tornam-se traficantes e 11 morrem antes dos 24 anos. Portanto, observa-se que medidas são carentes para mudar com urgência esse cenário.

Em síntese, nota-se que ações são necessárias nas esferas educacionais e na redução  das desigualdades. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de uma disciplina, instruir os mais jovens sobre os riscos de adentrar a vida perversa, a matéria tem de ser ministrada desde o ensino básico e ir até o médio. Por fim, o ato tem como finalidade de que se reduza o número de seres que praticam a violência no país. Ademais, o Ministério da Economia, em sua Secretaria do Trabalho precisa, por intermédio da criação de postos de emprego, oferecer trabalho para os indivíduos das localidades menos favorecidas. Em suma, o ato é tomada com o intuito de diminuis as diferenças da população brasileira. Feito isso, o país se aproximará da conclusão feita por Zweig em 1945.