Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/07/2021
É notório que cada vez mais a sociedade brasileira se preocupa com a problemática da criminalidade nas cidades e anseia por resoluções a violência decorrente dessa questão. De acordo com o Atlas da Violência de 2018, na última década o Brasil registrou, em média, 153 mortes violentas por dia. Nesse contexto, faz-se necessário entender as causas, bem como as consequências da violência urbana no país que acaba por prejudicar todo o corpo social brasileiro.
Primordialmente, é imprescindível compreender que a população mais vulnerável socialmente é a mais acometida por tal problemática. Os indivíduos que sofrem mais com essa desigualdade social no Brasil são os mais sujeitos a encontrar na criminalidade uma forma de sustento e visibilidade. Dessa maneira, essa minoria social acaba por desenvolver uma falta de perspectiva de ascensão na sociedade por meios profissionalizantes, tornando-se precursores da violência urbana para ter status social.
Ademais, a medida que os casos de agressões, assaltos, estupros e mortes aumentam no território brasileiro, há a banalização da violência para resolução de conflitos. No filme Tropa de Elite 2, o personagem Capitão Nascimento declara que “bandido bom é bandido morto”, quando vai a um restaurante e é aplaudido pela morte de alguns presos. Analogamente, no Brasil, percebe-se que a violência acaba gerando mais violência, tornando mais comuns a morte daqueles inseridos na criminalidade, legitimada por uma população que sofre com a insegurança e acaba por aceitar medidas extremas.
Portanto, a fim de atenuar e interromper o ciclo de violência urbana no Brasil, é imprescindível que o Poder Legislativo, mediante o redirecionamento de verbas, aumente o investimento em medidas socioeducativas para pequenos infratores- até 18 anos e levando-se em conta seu status sociocultural-, como serviços comunitários, atendimento psicológico e redirecionamento à escola, evitando que o jovem criminoso se torne um adulto transgressor. Além disso, cabe aos governos estaduais e municipais a promoção de cursos e treinamentos que visem a apreensão humanitária do delito, assim, evita-se a banalização da violência e o seu ciclo vicioso.