Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/08/2021

No livro “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus - é retratada uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Entretanto, tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que a violência urbana é um problema ainda a ser combatido no Brasil. Logo, faz-se preciso analisar não só negligência estatal, como também a desigualdade social sendo elementos propulsores do revés.

A priori, é válido ressaltar que o descaso do poder público é uma das razões pelas quais os problemas persistem. Diante disso, Émile Durkheim, renomado sociólogo francês afirma: é dever do estado gerenciar questões relacionadas ao processo social. Todavia, isso destoa da realidade, visto que há uma falha nesse ato em foco da polícia militar que abusa do poder usando a extrema violência com a população. Dessa forma, os cidadãos de vez serem protegidos, muitas das vezes, são violentados injustamente pelos policiais. Sendo assim, o governo fere os princípios pontuados por Durkheim e, em simultâneo, colabora com a violência urbana.

Ademais, outro elemento prejudicial é a desigualdade social. Nesse viés, de acordo com o índice de GINI- medida que classifica o grau de desigualdade no mundo-o Brasil está entre as dez nações mais desiguais no mundo. Nessa lógica, há uma parcela significativa da população, que devido à falta de estruturas como hospitais, escola, moradias mais dignas e escassez de empregos ( pessoas que vivem em periferias ou regiões menos favoráveis economicamente) sofrem discriminação social. Assim, torna-se lugares propícios à propagação de violência e criminalidade.

Portanto, é de extrema relevância que haja caminhos para combater a violência urbana no Brasil. Para tanto, o governo deve criar punições mais severas para os policiais que utilizarem força excessiva nos indivíduos.Outrossim,urge o Ministério da Educação investir em regiões desfavoráveis economicamente, por meio de verbas que serão direcionadas para as escolas periféricas,com intuito de proporcionar um ensino efetivo para os jovens, a fim de posteriormente terem mais oportunidades de empregos e evitar o crescimento da criminalidade e violências nas ruas. Espera-se que com essas medidas haja uma civilização desprovida de conflitos como no livro “Utopia”.