Violência urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a violência torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nessa perspectiva, seja pela desigualdade social, seja por negligência governamental, a criminalidade continua, afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige um reflexão e atuação urgente.

Em primeiro lugar, o abismo social é o combustível para a criminalidade. Prova disso é a falta de perspectiva de jovens que vêem nas milícias um saída para o quadro que eles se encontram, fomentando e agravando a recorrência de assaltos e mortes. Dessa forma, como o filósofo contratualista Thoma Hobbes formulou na sua tese de que “O homem é o lobo do próprio homem”, demonstrando que a sociedade  sem a manutenção do Estado pode se tonar nociva a ela mesma. Logo, medidas são necessárias para reduzir o nível de desigualdade.

Além disso, há a ineficiência e sucateamento dos presídios de reinserir o infrator na sociedade da maneira correta. Desse modo, o indivíduo é mandado para celas que extrapolam a sua capacidade máxima, sem o senário e cuidado necessário para sua melhora. Além disso, mesmo com a prática delitos menores, ele pode encontrar criminosos reincidentes que o levará à crimes maiores, defasando o sistema que deveria melhorá-lo e não só castigá-lo. Portanto, o melhor a se pensar é conforme o filosofo Immanuel Kant formulou, “O homem é aquilo que a educação faz dele”.

É notório, portanto, que o Brasil está longe de ser o que Policarpo imaginou, mas pode amenizar esses erros. É necessário, pois, que o Estado invista e incentive a parceria entre escolas e ONGS na retirada de jovens das ruas, com atividades recreativas, oficinas de habilidades manuais com o artesanato, com finalidade de evitar o contato com a criminalidade e quebrar esse ciclo que não queremos alimentar.