Violência urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Em meados de 1500, protagonizou-se na região do Brasil, a exploração do povo indígena. Esse indício, para os locais, foi extremamente negativo, pois apesar do desenvolvimento gerado no país, a conduta aplicada fora desumana. Atos violentos, como as chicotadas, tornaram-se tão recorrentes, no período, que essa cultura repressiva afeta a população contemporânea, como a misoginia. Desse modo, torna-se indubitável a relevância do debate sobre a violência urbana no Brasil.

Inicialmente, é preciso salientar que os hábitos, os costumes e as culturas autocráticas são construídas através de várias gerações. A violência, por exemplo, por mais que não seja saudável ao ser humano, é transmitida e reaplicada. Apesar de existir leis, regras e mecanismos de combate, a fúria se mantém persistente nas sociedades. É uma mazela humana, peculiar ao indivíduo, pois, de acordo com Francis Bacon, as relações humanas são instáveis e contagiosas: se molda para favorecer o indivíduo. Observa-se essa calamidade reafirmada no Brasil, por exemplo, porque ainda apresenta dificuldades para desconstruir essa ideologia dicotômica criada desde o Período Colonial.

Decorrente desse pensamente, vê-se que essa dicotomia, entre os cidadãos, se dão por questões econômicas. A divisão de classes (ricos e pobres), de Karl Max, é um fator desse movimento que precisa ser reestruturado. Outro fator -inaceitável- recorrente, no país, é a violência aplicada por questões raciais, como os assassinatos -que, entre os mortos, 72% são negros e pardos, de acordo com a IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada). Embora exista mecanismos de defesa, como a Lei de segurança (presente na Constituição Federal), a cultura repressiva gerada, inicialmente, no período Quinhentista, ainda afeta a população e afomenta a raiva.

Logo, em virtude dos fatos mencionados, torna-se essencial criar a ideologia contrária à repassada por décadas. Portanto, o Ministério da Justiça, com o poder monetário, investirá nas escolas públicas e privadas, capital para financiar atividades práticas, como trabalhos e programas que tem viés educativo e informativo. Com o objetivo de reestruturar o pensamento agressivo, a escola auxiliará os indivíduos -desde a base- pensarem igualitariamente e passivamente. Assim, a população brasileira, a médio e longo prazos, desenvolverã́o a ciência, de que, essa mazela humana, infelizmente, não pode ser evitada, porém, pode ser trabalhada para não maltratar o próximo indivíduo, e nem, a si mesmo.