Violência urbana no Brasil

Enviada em 09/10/2019

O sociólogo Thomas Hobbes, na sua teoria contratualista, sugeriu que o Estado foi criado para superar a condição natural do homem de viver em guerra. Entretanto, essa expectativa é destruída quando as complexas organizações sociais não conseguem garantir segurança para os indivíduos, visto que, os índices de violência urbana são alarmantes. Destarte, torna-se premente analisar as principais causas da persistência dessa patologia.

Em primeiro plano, a intolerância propicia a formação de grupos extremos que disseminam desrespeito às culturas distintas como ocorreu na Alemanha Nazista de 1945. De igual modo, mesmo que a democracia instituída no Brasil ainda tente garantir certos direitos, traços velados dessas organizações são identificados no cenário urbano. Nessa lógica, a permanência do ódio gratuito às minorias é associada à cultura que propaga conflitos e torna o dia-a-dia das vítimas insuportável.

Além disso, muitos jovens são inseridos no crime por não terem opções de futuro garantidas. A partir desse pressuposto, se o estado de natureza é conflituoso, como afirma Hobbes, não existem impasses para que esse grupo comece a cometer delitos, uma vez que, suas relações sociais escolares, capazes de oferecer maior número de oportunidades, são enfraquecidas por influências externas. Logo, com a educação prejudicada, as cidades ficarão inóspitas com os transgressores dando espaço à condição primitiva e índices de transgressões aumentando.

Para combater a violência urbana, portanto, o Poder Executivo deve, por meio da qualificação dos profissionais e inserção social, investir tanto na educação quanto na segurança do povo. Isso será possível com cursos que abordem estratégias no ambiente de trabalho para servidores militares que lidam com desafios constantes. Ademais, é necessário inserir jovens nas escolas com mecanismos de inclusão durante dinâmicas interativas. Desse modo, não só a criminalidade será reduzida em curto prazo, mas também novas gerações terão futuro promissor longe da violência.