Violência urbana no Brasil
Enviada em 29/09/2019
No século passado, a Constituição Federal de 1988 teve importante papel de garantir a segurança dos cidadãos brasileiros. Entretanto, quando se observa a violência urbana no Brasil, seja pela fácil cooptação de jovens pelo crime organizado, seja pela pouca preparação dos policiais, percebe-se que a Constituição não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar o problema.
Primeiramente, é válido ressaltar que a cooptação de jovens pelo crime organizado é facilitada pela precária educação que o Governo Federal disponibiliza para essas pessoas. Conforme diz o filósofo Immanuel Kant, “O homem é o que a educação faz dele”. Dessa maneira, para garantir uma fonte de renda, os jovens são induzidos a praticarem furtos, assaltos, roubos ou traficarem drogas. Tal problemática representa um grave retrocesso.
Ademais, é importante frisar que a polícia brasileira é pouco preparada no combate ao crime. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de policiais mortos aumentou incríveis 80% em apenas 1 ano. Além disso, uma criança de apenas 8 anos, chamada Agatha Félix, foi morta por um tiro de bala perdida da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ). Demonstrando, assim, o despreparo dos profissionais em segurança pública. Desse modo, fica evidente a problemática da violência urbana no Brasil.
Parafraseando o poeta Carlos Drummond, para que se retire as pedras do meio do caminho, destarte, é mister que o Estado tome providências. Para inserir os jovens no mercado de trabalho, urge que o Ministério de Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, cursos preparatórios para ajudarem os adolescentes a entrarem no mundo do trabalho. Os cursos devem ser disponibilizados de maneira gratuita. Somente assim, será evitada ações policiais nefastas, a Constituição Cidadã de 1988 cumprirá seu papel na sociedade brasileira e a problemática da violência urbana será solucionada.