Violência urbana no Brasil
Enviada em 06/10/2019
A violência configura na conjuntura hodierna do país um problema com crescimento exponencial em detrimento não apenas da ausência de repressão à crimes como também pelo fato do Estado cometê-lo. Diante disso, faz-se fulcral solucionar a grave emblemática nacional que impede cessar a violência nacional.
A ascensão do número de crimes em território brasileiro foi acompanhada pela impunidade, o que refletiu na permanência da questão. Consoante a isso, o historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda discute sobre a relação entre o “jeitinho brasileiro” e as problemáticas do Brasil. Nesse sentido, a impunidade gerou nos criminosos a errônea sensação de que, através da violência e meios ilegais fáceis, atingiriam o sucesso efetivo e se manteriam estáveis, contribuindo assim para os alarmantes índices elevados.
Causa igualmente pertinente para o fato é a violência estatal. A exemplo, o filme “Tropa de Elite”, de José Padilha, ilustra como a polícia, extensão do Poder Público, corrobora para o cenário caótico. Sob esta ótica, o Estado não assume seu papel de garantia das liberdades individuais previstas na Carta Magna de 1988, auxiliando na permanência do panorama nacional e retardando a resolução do problema.
Portanto, com o fito de decrescer os índices de violência cometida pelo Estado, o Ministério da Justiça e Segurança deve tornar-se ativo no combate ao quadro, melhorando as condições do exército e polícia, por uma remuneração melhor por exemplo. Ademais, o Ministério da Economia pode facilitar o acesso ao mercado de trabalho por intermédio do aumento da geração de empregos, visando mais sucesso da população no ramo laboral e, por conseguinte, redução da adesão ao crime. Apenas assim o “jeitinho brasileiro” postulado por Sérgio Buarque de Holanda pode não mais influenciar na garantia dos direitos dos cidadãos.