Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/08/2020

O Apartheid promovido na África do Sul, em meados do século XX, se dava por um conjunto de políticas de segregação racial, utilizada para reprimir os negros africanos. No entanto, esse pensamento perdura até hoje, interferindo diretamente nas soluções para manter a segurança pública de uma forma igualitária. Em consequência disso, os efeitos da repressão policial no Brasil, associados a uma mentalidade racista, principalmente em favelas e comunidades carentes afeta diretamente a integridade física e o bem-estar da população majoritariamente preta.

Em primeiro lugar, esse comportamento se deve a uma mentalidade de associar a imagem de um indivíduo preto a um criminoso. Acerca disso, no filme ‘‘365 dias’’, podemos perceber a romantização de um sequestrador, não retinto, que submete a vítima a diversas formas de abuso, de maneira apaziguada e sexualizada. Nessa lógica, o peso dado a situações evidentemente criminosas é nitidamente discrepante dependendo da cor da pele ou etnia de um determinado indivíduo. Sendo assim, centenas de cidadãos afrodescendentes morrem de forma injusta constantemente por conta desse preconceito.

Além disso, a falta de preparo dos profissionais em operações policiais vem se intensificando e se tornando recorrente de maneira progressiva no cenário atual. Com isso, segundo a ativista brasileira ‘‘Tati Nefertari’’, os órgãos responsáveis por garantir a segurança pública, na verdade, reprimem e controlam classes mais pobres e marginalizadas da sociedade. Em virtude disso, ao se manter essa ideologia discriminatória, fruto de uma bagagem racista no sistema policial, será impossível garantir a segurança e vitalidade de qualquer indivíduo, que independe de seus aspectos socioeconômicos e culturais. Sob esse viés, a má qualificação não só física, como intelectual desses profissionais, fará com que impunidades sejam cometidas em prol da seletiva proteção da população.

Portanto, os desafios enfrentados para combater a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, irão perdurar enquanto não houver uma efetiva intervenção. Para tanto, com o destino de se resolver tais problemas, é importante que haja uma reconstrução do pensamento social, por meio da conscientização e a formação de uma mentalidade crítica, principalmente, em instituições de ensino sobre o racismo estrutural institucionalizado, com o apoio de ONG’s do movimento afrodescendente, além disso, deve haver uma reabilitação dos profissionais federais, civis ou militares incapacitados de exercerem sua função e uma reforma do sistema policial, por meio do Ministério da Segurança Pública com a Pasta da Cultura. Assim, implantando essas medidas, a sociedade seguirá para um caminho mais justo, pacifico e imparcial.