Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário atual, observa-se justamente o contrário, quanto á questão da violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da impunidade e falta de empatia dos indivíduos.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Recentemente, de acordo com o Jornal O Estadão, a Organização das Nações Unidas (ONU), denunciou o Brasil por não punir policiais que matam e justificou afirmando que raramente um agente oficial é levado a responder pelos seus atos criminosos na Justiça. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça á justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva por parte da população negra no que tange á intolerância racista persistente pelos policiais do Brasil e do mundo, impedindo caminhos que levem á solução do problema.
Além disso, a violência policial contra negros encontra terra fértil na crença de sentimento de superioridade enraizados em comportamentos sociais atuais. Exemplo disso é constatado pelo levantamento do jornal El País que mostra excessos violentos da policia onde a maioria das vítimas é negra e periférica. A discriminação racial é flagrante em abordagens policiais e a persistência de pensamentos preconceituosos herdados de uma sociedade escravista ainda se mostra presente no cotidiano e impulsiona com frequência estas práticas. Essa liquidez, que influi sobre a questão da violência policial contra população negra, funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra é necessário que o poder Legislativo exija uma melhor requalificação dos policiais e de suas respectivas abordagens oferecendo campanhas e palestras com o amparo de profissionais como psicólogos e terapeutas que auxiliem na desconstrução de sentimentos e práticas preconceituosas que muitas vezes estão por trás dos atos violentos e criminosos. Dessa maneira, com o Estado fornecendo recursos para superação desse impasse social, será possível proporcionar mais segurança e bem-estar coletivo sem distinção de cor.