Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/08/2020

A cantora norte-americana Beyoncé, em 2016, lançou seu álbum visual chamado “Lemonade”. Neste projeto, fez críticas em seus clipes sobre a violência policial que os negros estadunidenses estavam sofrendo. Infelizmente, ainda hoje, os relatos dessas violações direcionadas pela etnicidade são altos, não só nos EUA, mas também no mundo todo, inclusive no Brasil. Isso se deve por questões históricas ainda não superadas e pela falta de fiscalização dos órgãos que cometem tais atrocidades.

Mormente, a marginalização da população negra é algo histórico que tem influência direta no modo em que são tratados pela sociedade. No Brasil, após a abolição da escravidão, os afro-descendentes encontraram-se sem amparo  do governo e enfrentaram medidas de exclusão social, o que fortaleceu o racismo estrutural. Consequentemente, há um reflexo disso nos dias atuais, em que os negros são julgados de forma precipitada e errônea pelas organizações públicas que deveriam oferecer a segurança para os cidadãos sem fazer distinções baseadas em preconceitos.

Ademais, existem casos de violência policial contra negros em todo mundo ainda na justiça em que os culpados não foram penalizados, pois os órgãos fiscalizadores atuam de forma precária nesses ambientes. Apesar das denúncias e exposição de vídeos das agressões policiais, as atitudes tomadas pelas corregedorias e Ministério Público ainda não são suficientes para conter a brutalidade que a população negra sofre diariamente. Contudo, com a maior exibição dos casos dessa violência que todo o mundo presenciou no ano de 2020, houve o fortalecimento do movimento “Black Lives Matter”  e ocorreu uma maior pressão popular para que tais casos fossem solucionados.

Portanto, para que no Brasil e no mundo ocorra uma redução da violência policial, o governo deve investir em políticas públicas com cursos obrigatórios de conscientização dos profissionais, para adentrarem em um processo de desconstrução de pensamento racista e preconceituoso que podem ter, ministradas por psicólogos e sociólogos. Além disso, os órgãos regularizadores devem tomar atitudes mais rígidas ao receber denúncias e comprovações da injustiça cometida, e estas delações devem ser expostas à população para que ocorra a pressão social e a justiça seja feita. Desse modo, todo o mundo estará mais próximo da igualdade plena.