Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/07/2020

É notório perceber que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, assim, todos têm direito à vida, à igualdade e à segurança. Entretanto, o não cumprimento desse preceito relacionado a pessoas negras é evidente, tanto pelo o abuso e a violência dos policiais, como também pela alta taxa de homicídios com essa parcela da sociedade, com isso, gerando um transtorno para aqueles que sofrem com essa problemática. Sendo assim, convém analisar os principais efeitos desse impasse.

Primeiramente, é válido destacar que a violência e o abuso das autoridades policiais é frequente, e muito dessas vezes ocorrem apenas pelo racismo. Nesse viés, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra tem 2,7 vezes mais chances de sofrerem abuso dos policiais do que as pessoas brancas. Dessa forma, enquanto a violência contra brancos se mantém estável, os casos de violência de pretos e pardos só cresce no Brasil e no mundo, com isso, gerando uma insegurança nessa parte da sociedade.

Além disso, o aumento do percentual dos homicídios contra negros por polícias é constante.  À visto disso, o Brasil e os Estados Unidos compartilham números desproporcionais de assassinatos de negros, visto que uma pessoa negra corre 2,9 vezes mais risco de ser morto por policiais do que um branco. Desse modo, o preconceito racial vem fazendo com que os cidadãos negros venham sendo lesados por agentes do próprio Estado.

Segundo Augusto Cury, “fracos usam a violência, e os fortes, as ideias.” Em suma, é preciso encontrar uma medida para mitigar esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Justiça criar uma lei  para punir os responsáveis que praticam a violência e o preconceito contra negros, por meio da elaboração de projetos para garantir uma boa formação dos profissionais da segurança pública. Com fito de realizar uma proteção de todos aqueles que é mencionado na Constituição Federal de 1988.