Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 05/07/2020
Entre janeiro e julho de 2019, só a polícia do Rio matou 1.075 pessoas, 80% delas negras. Nos EUA, o número de vítimas total é o dobro no mesmo período.
A vítima de maior repercussão no Brasil nos últimos meses, foi o menino João Pedro, de 14 anos, assassinado em maio após ter sua casa alvejada por 72 tiros de fuzil disparados por policiais. O garoto, após ser baleado pela polícia, teve seu paradeiro desconhecido durante mais de 12 horas depois de ser levado pelos policiais que estavam no local.
No total, a ONG Rio de Paz contabiliza 69 casos de crianças vitimadas por arma de fogo em contexto de violência no Rio de Janeiro desde 2007.
Nos Estados Unidos, o caso de maior revolta foi George Floyd, que, no chão de uma rua, algemado e desarmado, ficou inconsciente sob a pressão do joelho de um dos policiais brancos que o haviam detido. Depois de implorar por sua vida várias vezes e dizer “não consigo respirar”, Floyd perdeu os sentidos; poucos depois de ser levado por uma ambulância, ele foi declarado morto.
Homens negros continuam sendo vistos como ameaças e pessoas perigosas na sociedade, mesmo se forem crianças. A polícia, principalmente americana, é ensinada a suspeitar de toda pessoa negra, mesmo que esta também seja um policial, como foi representado na série Brooklyn 99, onde o sargento Terry Jeffords (Terry Crews) é abordado por um policial branco por estar à procura de um objeto de sua filha, não o deixando falar, até descobrir sua profissão, justificando sua ação com a frase “Nove, entre dez chamados recebidos, são sobre gente como você”, referindo-se à cor de pele do personagem.