Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 04/07/2020

O grande pensador da Idade Antiga Aristóteles afirmava que, a base de qualquer sociedade se sustenta na justiça. No entanto, no que concerne o cenário brasileiro dos dias atuais observa-se justamente o contrário, uma vez que a violência policial contra negros no Brasil e no mundo evidencia a injustiça intrínseca na sociedade brasileira. Esse fato se deve ao racismo estrutural deixado como legado histórico de uma cultura escravista passada, que é fomentado pela lenta mudança na mentalidade social atual. Visto isso, é de suma importância que esse entrave seja pauta de resolução imediata, a fim de amenizar os impactos negativos tão profundos no corpo social.

Em primeiro lugar, cabe ressalvar a influência repulsiva ligada ao racismo estrutural que permeia a realidade dos brasileiros e do mundo. Com base no pensamento do célebre antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, somente é possível interpretar de forma adequada as ações da coletividade por meio do entendimento dos eventos históricos que precedem essa sociedade. Nesse sentido, a força policial bruta desferida contra a população negra fortemente presente no século XXI, têm suas raízes fincadas a um passado de exploração e mentalidade extremamente racista, que ainda hoje, desferem golpes de segregação e preconceito contra o povo negro no Brasil e no mundo.

Ademais, outro pilar desse infeliz entrave se deve a lenta mudança na mentalidade social que é agravada pelas lacunas de representatividade no cotidiano. Nessa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim defende que o fato social é o meio pelo qual a sociedade se baseia para decidir suas ações sempre ponderando suas atitudes com as do coletivo. Sob essa lógica, é notório que a questão da violência policial bruta contra negros no Brasil e no mundo é fortemente influencia pela mentalidade retrógrada do corpo social, que desde cedo é inserido em um contexto social opressor, injusto e silenciador com as minorias, em especial, a população negra, ou seja, com o tempo a tendência é que adotem esse comportamento intolerável, o que torna a solução desse problema ainda mais complexa.

Torna-se imperativo, então, a adoção de medidas que amenizem os malefícios tão profundos da violência policial. Logo é necessário que o Ministério da Educação em parceria com a ANPUH (Associação Nacional de História), desenvolvam workshops, em instituições de ensino, sobre representatividade étnica e inclusão social, por meio da criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas semestralmente. Também, essas oficinas, devem incluir palestras com representantes de ONGs do movimento negro e professores de história e sociologia. Ademais, é necessário que sejam transmitidas pelas redes sociais, a fim de que toda a sociedade possa acompanhar a realização desses eventos. Somente assim, será possível restaurar a base social justa defendida por Aristóteles.