Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 05/07/2020
Recentemente, a sociedade mundial paralisou com os inúmeros protestos colocando novamente o racismo em pauta, relacionado principalmente à violência policial contra os negros, os quais foram iniciados com o assassinato do negro norte-americano George Floyd. Analogicamente, o caso que serviu como estopim reflete um comportamento social antigo, mas que ainda impera entre a população. Assim, pode-se afirmar que as raízes históricas de opressão, assim como, a desigualdade social e a má distribuição de privilégios são fatores que fomentam na violência policial contra negros no Brasil e no mundo.
Primordialmente, é interessante analisar os aspectos históricos contribuintes para tal caso sob a ótica do filme ‘‘Quanto vale ou é por kilo?’’, que retrata a exploração de escravos negros e a violência vivida por eles ao longo da história do Brasil, as quais são relacionadas à sociedade atual. Fora da ficção, é possível perceber como essa opressão não mudou, na verdade, só evoluiu, pois da mesma forma que escravos negros eram violentados por senhores brancos, os seus descendentes são constantemente humilhados por autoridades, vivendo o que é chamado de racismo institucional, como o que aconteceu com o George Floyd, mas também como acontece em casos da Justiça, equívocos em shoppings ou confusões com moradores de lugares periféricos.
Outrossim, é imperioso ressaltar como a desigualdade social e a má distribuição de privilégios contribuem para certa violência, visto que, a sociedade classista, sobretudo no Brasil, auxilia a concentração de bens nas mãos de poucos. Tal fato fortalece a baixa renda, falta de escolarização, não acesso à saúde de qualidade e outros fatores que colaboram para a marginalização da comunidade negra, que por sua vez, torna-se mais propensa ao racismo institucional e violência policial. Tal realidade é contrária ao filósofo Thomas Hobbes, que afirma que o Estado, sendo detentor do poder em uma sociedade, é o responsável pelo bem estar do seu povo, o que não acontece com todos de forma igualitária.
Logo, faz-se necessária a atuação de ONGs, as quais precisam se posicionar contra o caso, por meio do pressionamento ao Governo Federal para a criação de um número específico para casos de denúncias de trabalhos escravos/não remunerados, principalmente com negros, a fim de ajudar no rompimento dessas raízes históricas. Além disso, cabe ao Poder Judiciário fiscalizar de forma mais rigorosa a lei voltada para a criminalização do racismo institucional e violência policial, por intermédio da ajuda da própria sociedade, para possibilitar a igualdade de privilégios e direitos. Dessa forma, casos como o de George Floyd não se repetirão e certamente, será construída uma sociedade justa.