Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/07/2020
No filme, “O ódio que você semeia” é relatada a história da jovem negra Starr Carter, que vê Khalil, seu melhor amigo, ser morto injustamente por um policial. Contudo, a violência policial contra negros não está presente apenas na ficção, infelizmente, ela se evidencia em várias partes do mundo, incitando revolta e tristeza. De maneira que, essa se mostra fruto de um passado e persiste em um presente que é permissivo.
De fato, nações como os Estados Unidos e o Brasil tiveram um longo período de regime escravista, no Brasil de modo mais generalizado e nos Estados Unidos na porção Sul do país. Com isso, marcas foram deixadas, já que, após a abolição não foi incitada a integração da população negra, então essa foi relegada à marginalização. Por esse viés, esteriótipos negativos foram construídos e legitimados, vistos hodiernamente com os casos de violência policial, que carregam as evidências desse passado histórico degradante.
Por outro lado, casos como o do menino João Pedro assassinado no Rio de Janeiro e de George Floyd morto em Minneapolis, nos EUA, revelam também a ineficácia da ação do Estado no adequado preparo policial, bem como no auxílio dos mais vulneráveis. Assim, o racismo estrutural se evidencia, pois segundo a agência Teto 70% dos moradores de favelas brasileiras são negros e são eles as maiores vítimas da violência por parte do Estado como João Pedro.
Em suma, a problemática é vista em diversos âmbitos e encontra respaldo no passado e em questões do presente. Portanto, para que haja melhora, é preciso que o governo, em todas as suas instâncias, se una aos ministérios competentes para destinar massivos recursos para a educação e projetos sociais, com o intuito de realizar debates e fóruns e instigar uma consciência crítica. De modo que, esses projetos tenham o auxílio de lideranças negras, policiais, professores, antropólogos, dentre outros, e sejam abertos à comunidade. E atrelado a isso, a realização de parcerias público privadas, entre governo e empresas de segurança, para que haja a melhor preparação do corpo policial com cursos periódicos. Só assim histórias como a de Khalil terão mais chances de serem apenas ficção.