Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 02/07/2020

É fato que a discriminação racial no mundo é histórica, tendo suas origens primordialmente no período da escravização e tráfico negreiro. No Brasil, com mais da metade de sua população de origem negra, os crimes relacionados ao racismo ainda são muito presentes, sendo que mais de 75% das vítimas de homicídio são negras. Esse índice é alarmante, sendo necessárias medidas de combate à discriminação racial.

Primeiramente, a desigualdade na sociedade parte da associação da população negra com o tráfico e periferias, sendo vistos nas ruas como uma ameaça. Além disso, eventualmente ocorrem, nas regiões mais pobres como nas comunidades, ações policiais em combate ao tráfico de drogas e armas, sendo os negros julgados sempre como culpados e criminosos. Analogamente, um exemplo recente no Brasil é o caso de João Pedro Mattos Pinto, morador do Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro. O menino, o qual era inocente e brincava com os primos dentro de casa,foi acertado por um tiro que o levou a morte. Outro caso similar ocorreu nos Estados Unidos, onde George Floyd Jr. foi brutalmente asfixiado por um policial, sem obter chances de explicações.

Ademais, as desigualdades sociais interferem negativamente na classificação étnica entre as vítimas de letalidade policial. Muitas das pessoas mortas inocentemente são negras, resultado do preconceito étnico presente na atual sociedade, o qual deduz que negros são inferiores e perigosos. Logo, a polícia não trata os cidadãos com igualdade, visto as  diferentes abordagens em bairros ricos diante dos mais pobres e periféricos. Grande parte da população apoia a  ideia desse diferente tratamento, que leva em conta a classe social e os grupos raciais. Por um lado, nos bairros de elite, as abordagens e punições são mais sutis, muitas vezes não passando de multas e fiscalizações. Por outro lado, em regiões mais carentes ocorrem prisões e trocas de tiros, culminando muitas vezes na morte de inocentes.

Em suma, o governo poderia realizar projetos repudiando o racismo cultural e a violência policial. Esses projetos poderiam unir todos os grupos étnicos e classes sociais, dando ênfase na importância de todos no meio social e no combate à violência contra a população negra. Além disso, a criação de leis implementando a investigação e punição à  violência policial contra negros seria de grande importância, garantindo leis mais justas e iguais para todos.