Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2020
A Lei Áurea em 1888, foi instaurada com o objetivo de acabar com a exploração do trabalho e violência sofrida contra os negros. Todavia, a abolição da escravatura não conseguiu romper com a ideologia de marginalização racial contemporânea. Consequentemente, nos deparamos com um racismo estrutural e social que gera uma sociedade genocida e desigual.
Segundo o filósofo Silvio Almeida, o racismo estrutural é uma “normalização” ideológica que tem por consequência a naturalização da ideologia racista. A dominação racial mostra uma estrutura social vertical que promove a permanência do racismo em instituições de ensino, atendimento hospitalar, orientação sexual e segurança, além disso, essa normalização causa a exclusão dos direitos dos negros nas instituições sociais.
O Jornal Estadão aponta um estudo afirmando que 75% dos homicídios que ocorrem no Brasil são contra negros, números que revelam que a cada 23 minutos um negro é morto em nosso país. Esse extermínio sistemático de pessoas negras indica a omissão do Estado diante desse genocídio causado por policiais e pela desigualdade social. A ausência do cumprimento da igualdade afirmada pela Constituição Federal tem sido responsável pelo enfraquecimento da cultura e segurança dos negros da periferia.
Em suma, o governo brasileiro deve como medida assumir a responsabilidade de proteção aos jovens negros nas periferias proporcionando a eles a equidade entre todos, segurança e educação sem discriminação prevista na lei. Além disso, ser criado mecanismos sociais como projetos sociais e propagandas que mostrem a importância da cultura negra para a construção da sociedade.