Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2020
Devido aos protestos ocorridos nos Estados Unidos contra o racismo, é possível afirmar que a violência policial contra negros ainda tenha um longo batalha a frente em todos os países. Como, afirmado pela cantora de 90 anos, Elsa Soares, “No Brasil, parece que negro morto é brincadeira”.
Com a morte de George Floyd, um afrodescendente, causada pelo enforcamento de um policial que segurou sua garganta contra o asfalto por 8 minutos, após ser suspeito de usar dinheiro falso. Por causa disso, uma onda de protestos levantando o lema ‘Black lifes matter’ (Vidas negras importam) vem se erguendo em diversas cidades pelo mundo, até mesmo naquelas que ainda estão em ’lockdown’ devido a pandemia. Como a cidade de Curitiba, além de outras 20 que tiveram seus centros tomados por protestos em um domingo de junho.
No Brasil, a violência policial contra negros não se distancia tanto da realidade estadunidense. Isso pode ser visto no caso de João Pedro Mattos, quem estava na casa de seu tio, quando o local foi invadido durante uma operação policial. Os oficiais dispararam no quarto em que eles se encontravam, sem nenhum aviso, e acertaram Mattos. Ao perceberam que o menino foi atingido, a polícia levou o garoto ao helicóptero para, supostamente, levá- a uma unidade médica. Entretanto sua família não achou registros dele em nenhum centro médico, apenas no Instituto Médico-Legal. O que mostra a realidade relatada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quando suas pesquisas revelaram que negros e pardos tem 2,7 vezes mais chances de serem assassinados.
Dessa forma, é presumível que o mecanismo de proteção aos civis precisa ser revisto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Não se pode ter mais negros sendo mortos apenas por causa da cor da sua pele ser relacionada a criminalidade. É preciso educar ao próximo e a polícia que negros correndo ou se escondendo não são sinônimos de ladrão ou traficante. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos precisa conscientizar a população sobre as consequências do racismo.