Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 05/07/2020
O racismo não é genético, não nasce com ninguém, não está no DNA e sim as pessoas aprendem a ser racistas, como também podem aprender a não ser, já que a ideia de separar as pessoas pela cor de sua pele ou pela sua origem teve início no Colonialismo nos séculos XVI, XVII e XVIII com a escravidão de negros, um processo autoritário em que a relação senhor e escravo, que era a principal relação social da colônia, seja ela nos Estados Unidos ou no Brasil, é pautada pela violência e opressão dos escravos que cumpriam tarefas com medo da punição, pois eram tratados como “coisa”, ou uma propriedade, além disso trabalhavam até a exaustão à base de chicotadas e violências físicas, verbais, recebiam pouquíssimas comidas e vestimentas simples.
Qualquer país das Américas e da África com herança colonial escravista existe a questão no racismo estrutural, pautado nas práticas, hábitos, situações e falas racistas, assim como aconteceu com George Floyd, 46 anos, uma pessoa negra que foi asfixiado com o joelho em seu pescoço até a morte, por um policial branco durante uma abordagem na cidade de Minnesota, nos Estados Unidos em que, com essa ação brutal do policial, desencadeou uma revolta mundial contra o racismo e a violência policial.
Nesse contexto, no Brasil a violência policial não é diferente, comprovando o despreparo de muitos policiais que também são criados em um ambiente hereditário de autoritarismo que, no caso do Brasil, há duas polícias que são braços da sociedade e do Estado: a civil, que segue as leis constitucionais ligadas às investigações e aos processos criminais e a militar, que segue um regimento mais combativo, do dia a dia nas ruas, é mais repressiva, mais explícita, paralelamente, o que comprova essa violência policial é também o caso da dona de casa, Cláudia Ferreira, baleada e morta em uma troca de tiros numa operação da Polícia Militar do Rio no morro da Congonha, após sua morte, foi colocada dentro da viatura e em seguida seu corpo caiu e foi arrastado por 350 metros. Essa ação e tantas outras causaram muitas revoltas na população de todo o Brasil, mas infelizmente, a sociedade esquece muito rápido esses fatos, pois sempre esperam alguma atitude do Estado.
Mediante o exposto, a diretriz do caminho da educação brasileira precisa ser mais enfática nas questões sobre o racismo, a começar pelas escolas dando exemplos de como passar valores de humanidade, liberdade, acolhimento, colocando-se no lugar do outro, pois o racismo estrutural tem a ver, também, com a incapacidade da sociedade de fazer debates sobre o tema e poder atuar e parar de deixar que o Estado resolva esse racismo velado que existe no Brasil e não tão explícito como nos Estados Unidos e na África do Sul, pois vidas negras importam e com essas ações espera-se promover uma melhora substancial desses quadros de racismo, de autoritarismo, violência e erros policiais.