Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 02/07/2020

O antropólogo, João Batista Lacerda, defendia em sua tese de 1911 a qual força do “sangue branco” diluiria o “sangue negro”. Logo, estava  sendo gestada a ideia que  o ser humano negro é indesejável e descartável. Atualmente, no século XXI  esse pensamento ainda é mantido  por grande parte do mundo, por isso, a questão violência policial contra negros, ainda enfrenta problemas. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à violência e a falta de efetividade  por parte das leis contribui perpetuação desse cenário negativo.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas contra  a violência policial contra negros no Brasil. A Constituição de 1988, primeira na história do Brasil a ter um capítulo sobre segurança pública e tratar o tema como direito. Porém,  há mais de três décadas sem ações significativas destaca o coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Íbis Pereira, é ex-comandante-geral da corporação fala sobre a ideia de incompetência, “Hoje estou convencido de que a política de segurança é não ter política. O racismo dialoga com essas ausências”, opina o coronel.

Outrossim, é imperativo pontuar a falta de leis efetivas. Isso decorre, principalmente por causa do Mistério da Justiça,  na maioria dos casos não da a punição necessária para os culpados pela violência sobre os negros. A vítima de maior repercussão foi o menino João Pedro, de 14 anos, assassinado em maio após ter sua casa alvejada por 72 tiros de fuzil disparados por policiais, o qual virou mais uma estatística.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para a diminuição da violência policial contra os negros no Brasil e no mundo. Posto isso, o Mistério da justiça  deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil. Elaborar leis mais severas e fiscalizar a se estas estão sendo cumpridas, juntamente com campanhas  na mídia  alertando a população  negra sobre seus direitos perante a lei. A fim, de que no futuro a violência policial contra os negros deixe de existir.