Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2020

Violência significa usar a agressividade de forma intencional e excessiva para ameaçar ou cometer algum ato que resulte em acidente, morte ou trauma psicológico.Nesse contexto, documentário ‘‘Os Panteras Negras: Vanguarda da Revolução’’ de 2015 da Netflix reúne fotografias,cenas históricas e depoimentos de Panteras e agentes do FBI para compreender a trajetória do movimento, a mais importante organização civil dos Estados Unidos no século passado, que utilizou de diversas estratégias para combater o racismo e a violência policial que vitimava a comunidade negra com frequência.

Um relatório da Anistia Internacional, apontou, em 2015, que as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo . De maneira geral, são homicídios de pessoas já rendidas e alvejadas sem qualquer aviso prévio. Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros, no Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos e grande parte dos autores dos disparos não foram punidos.

De acordo com o Infopen, o sistema de informações estatísticas do sistema penitenciário brasileiro criado pelo Ministério da Justiça, o Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo. São aproximadamente 700 mil presos sem com uma infraestrutura incapaz de suportar esse número. O que ocorre na realidade são celas superlotadas, alimentação precária e violência. Situação que torna o sistema carcerário um grave problema social e de segurança pública. É visível, também, que a política carcerária do Brasil se volta contra a população negra e pobre. Dados mostram que, no ano de 2018, entre os presos, 61,7% são pretos ou pardos.

Uma maneira simples e eficiente de diminuir esses recordes tristes: basta contratar mais mulheres.O Report of the Independent Comission on the Los Angeles Police Department concluiu que nenhuma mulher estava entre os 120 policiais mais violentos e elas participaram de apenas 3,4% das ocorrências com maior uso de violência. A pesquisa diz que as policiais se sentem menos desafiadas pessoalmente com criminosos combativos e sentem menos necessidade de usar linguagem provocativa ou violência imediatamente.