Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/07/2020
A série americana, “Todo mundo odeia o Chris”, é caracterizada por ser de comédia, entretanto, ela denuncia o racismo ainda presente na sociedade, principalmente exercida pelos policiais. A partir disso, ao sair desse contexto e adentrar no cenário atual, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos apresentam, cada vez mais, casos de violência policial contra negros. Nessa perspectiva, urge, a necessidade de analisar a violência racista em ambos os países, além de propor uma solução plausível.
Dessa forma, é pertinente, apontar, que os Estados Unidos mesmo sendo uma potência mundial, as agressões, tanto verbais quanto físicas, contra afrodescendentes são progressivas. Isso ocorre porque está presente o racismo estrutural, ou seja, a sociedade possui uma base que prevalece um grupo étnico acima do outro, as quais muitas vezes não são perceptíveis, por exemplo, a posição do emprego e até mesmo nas expressões linguísticas. Desse modo, até a série americana “Um maluco no pedaço”, de 1990, critica esse racismo ao retratar uma família de elite negra lutando contra a sociedade de privilegiados brancos.
Observa-se, ainda, que o Brasil não se encontra em percurso divergente dos Estados Unidos, pois em 2017, a ONU, declarou que aproximadamente 50.000 afro-brasileiros foram vítimas de homicídio. Assim, tal informação afirma a presença do racismo enraizado proveniente de uma colonização exploratória, o qual não objetivava a inserção do negro na sociedade. Ademais, além do contexto histórico, atualmente, a visão da marginalização do negro persiste na sociedade, o qual potencializa na morte, diária, de cidadãos inocentes, independente da idade, como é o caso do jovem João Pedro de 14 anos, vítima de violência policial em 2020, no Rio de Janeiro.
Compreende-se, então, que é persistente a violência policial contra o negro. Por isso, é necessário que a escola, como instituição de ensino, elabore discussões sobre a cultura e história afrodescendente por meio de palestras e aulas interativas, para tanto combater o racismo estrutural quanto potencializar a não marginalização do negro. Além disso, o Ministério Público deve supervisionar a ação policial por meio de fiscalizações mais prudentes, para que assim, os negros possam viver em uma sociedade mais igualitária, sem o medo de ser violentado por um policial.