Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 29/06/2020
De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus “filhos”. Entretanto, quando casos como o de George Froide, afro-americano que foi morto asfixiado por um policial em Minneapolis (EUA), traz à tona ocorrências de violência policial contra afrodescendente nota-se que esta proteção não ocorre. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do racismo estrutural e da má influência midiática.
Primeiramente, cabe salientar que a violência policial contra negros é uma realidade brasileira e mundial, e que seu principal alastrador é o racismo estrutural. Esse, se tem origem no contexto histórico escravista, e dos argumentos usados para justificar a escravidão negra, como o fato de seguirem religiões “profanas” e a única forma de se tornarem puros e adquirirem a salvação divina, pelo pensamento jesuíta, era por meio do trabalho. Como exemplo dessa dinâmica, pode se apontar o fato de se atrelar significados pejorativos aos aspectos culturais e religiosos africanos, como o uso da palavra denegrir, que em sua forma denotativa, significa tornar negro.
Ademais, nota-se uma má influência midiática, que colabora com alastramento da violência racial, devido à pouca representatividade e atrelamento criminoso ao negro. Para exemplificar tal situação, analisa-se o caso do Oscar, maior premiação cinematográfica, que após ter sido acusado de racismo, graças ao fato de por dois anos consecutivos só haver artistas brancos concorrendo a ele, ter indicado atores negros, em sua maioria, apenas nas categorias de coadjuvante e antagonista. Dessa maneira, também contribui com a perpetuação do racismo estrutural e com à pouca visibilidade as causas negras.
Urge, portanto, que o Poder Executivo, reforme o modo violento de agir de suas forças táticas, a polícia, para com o povo negro, por intermédio de palestras interativas com profissionais da área, capacitados a falar da violência policial contra afrodescendente e como não deixar que o racismo estrutural afete na capacidade de jugar situações a qual são expostos. Além do mais, que a Mídia implemente em seus canais uma maior representatividade negra e busque desatrelar a criminalidade a eles, dando visibilidade à causa negra, que pode ser desenvolvida por meio da criação de uma ‘hashtag’, atrelada as redes sociais, e programas voltados a falar de tais ocorrências. Dessa forma, o Estado poderá, finalmente, proteger os seus filhos, assim como propôs Hegel.