Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 28/06/2020
Para o pastor e ativista político Martin Luther King, “agora é a hora de sair do vale do escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial”. Essa visão, se aplica a realidade do Brasil e do Mundo, visto que, o negro ainda é a maior vítima da polícia. Portanto, é necessária uma discussão acerca da violência policial contra negros, uma vez que as forças policiais agem de forma racista e classista e o Estado se mostra negligente diante disso.
A priori, é impetuoso destacar que as policias atuam de maneira racista e classista. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, quase a totalidade das pessoas mortas por policiais é homem (99,3%) e a maioria é negra (74,4%), com relação a escolaridade, 81,5% das vítimas só chegaram até o Ensino Fundamental e 2,3% ao Ensino Superior. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro as ideias de Martin Luther King.
Outrossim, é imperativo pontuar a displicência do Estado no que se refere a violência policial. Ainda que, a população brasileira demonstrou revolta em relação aos casos de João Gabriel e George Floyd, de acordo com o site Folha de São Paulo, o governo brasileiro de opôs ao inquérito, instaurado na ONU, que investiga violência policial contra negros especificamente nos Estados Unidos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Depreende-se, portanto a necessidade de reformular a estrutura social racista, não só do Brasil mas do mundo. Logo, cabe ao Estado preparar os policiais, mediante treinamentos, a fim de diminuir as mortes de negros causadas pela polícia. Bem como, compete a todos os cidadãos cobrar do governo uma postura adequada frente a essa situação, por meio de manifestações, com intuito de que o Estado cumpra os desejos do povo, visto que vivemos em uma democracia.