Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/07/2020

Há 130 anos, durante o segundo reinado brasileiro, a princesa Isabel assina a Lei Áurea. Essa norma prevê o fim da escravidão, porém não garantiu a inclusão dos negros na sociedade. Embora os escravos tivessem adquirido a liberdade através da lei, continuaram sendo vítimas de discriminação, porque a escravidão estava marcada na cor da pele, diferentemente de Roma que não tinha esse tipo de identificação. Com um passado histórico demarcado pela opressão da etnia africana, o racismo surge como gerador de violência e ódio contra negros, o que dificulta a ascensão social deles. Nesse contexto, é imprescindível que deve-se agir e tomar medidas contra preconceito contra negros, com o objetivo de integrá-los na sociedade.

Sob esse viés, diversas obras comprovaram o modelo de sociedade racista brasileira, destruindo a ideia de democracia racial instituída por Gilberto Freyre. Na literatura, Monteiro Lobato, renomado escritor do século XX, escreveu obras com expressões racistas. No conto Negrinha, a menina é chamada de bruxa, sujeira, lixo, cachorrinha e bubônica e sua pele é descrita com vergões e cicatrizes. Essa narração fundamenta o descaso que tinham com os negros, mesmo três décadas após o término do regime escravocrata.

Outrossim, o preconceito contra negros permanece atualmente. Segundo uma matéria do UOL de 2015, a partir de dados do IBGE, os negros representam 54% da população brasileira, mas são só 17% dos mais ricos. Essa estatística confirma a existência de obstáculos para negros, os quais tem dificuldade na procura de empregos e são as maiores vítimas de homicídios no país. Nesse sentido, Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul e líder do movimento antissegregacionista, diz que ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele. Para odiar, precisam aprender, e se podem aprender a odiar, também é possível que sejam ensinados a amar. Portanto, a influência educacional é indispensável a fim de promover a igualdade.

Diante do exposto, para que o problema discriminação racial de negros, o qual foi herdado da escravidão, seja resolvido, é essencial que o Governo criar um Ministério da Igualdade Racial, visando dar a importância devida para esse tema, em parceria com o Ministério da Educação.  Por fim, também é necessário que as escolas realizem reuniões com pais, para que fiquem cientes de sua parte de contribuição para a promover a integração de negros na sociedade.