Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 25/06/2020

Ao analisar a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, observa-se grande parcela de influências de um passado recente, no primeiro congresso mundial das raças, no ano de 1911 em Londres, segundo o antropólogo João Batista Lacerda, chegou-se a prever que em 100 anos os mestiços e negros desapareciam do país, além de todo o processo de escravidão ocorrida desde o século XVI.

O ocorrido com George Floyd, morto sufocado em uma operação policial em Minneapolis (EUA), e o do jovem João Pedro, baleado após 72 tiros de fuzil disparados por policias em sua própria casa, são exemplos de que o racismo está vinculado à violência policial. Tomando como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, segundo o site DW-notícias e Análises do Brasil, das 1.075 vítimas entre janeiro e julho de 2019, 80% eram negros, isso mostra que apesar da lei promulgada em 1989 – Lei Caó – onde o crime racial se tornou crime inafiançável com pena de reclusão de até cinco anos, os negros continuam sendo discriminados em pleno século XXI.

Na luta contra o racismo e a violência, tem-se como uns dos símbolos principais Martin Luther King, que lutou pela igualdade racial discursando pelo território americano, e Nelson Mandela, que lutou contra o Apartheid, regime segregacionista da África do Sul, exigia-se mudança de postura e pensamentos, como no posicionamento marcante de Mandela “A mudança é tão inquietante quanto dolorosa. E não poderia ser diferente porque a mudança é movimento”.

Dessa maneira, o reconhecimento por parte das pessoas brancas de que são privilegiadas é essencial para que se acabe com o racismo, que por consequência resultaria em mudança na abordagem de policiais com os negros. O apoio de pessoas influentes no meio político e social é de suma importância na luta contra o racismo, protestos pacíficos como o realizado por inúmeros estados nos EUA frase “black lives matter” são muito válidos e tem uma força indescritível nessa luta contra a violência e o racismo.