Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/06/2020
Na série americana “Brooklyn nine-nine”, a qual expõe o cotidiano de um grupo de policiais em uma delegacia de Nova York, retrata uma cena em que um dos personagens é abordado por um policial na rua, mesmo sem levantar ação suspeita, apenas por ser negro. Tal situação não difere-se da conjuntura atual, visto que afro-descendentes são vítimas de violência policial em escala global. Isso porque o preconceito racial persiste enraizado, levando à empatia seletiva pelos policiais.
Mormente, é impossível negar que o racismo continua presente na mentalidade dos agentes de polícia. Acerca disso, é pertinente mencionar que a história da humanidade carrega a escravidão africana como característica forte, já que grande parte dos países já a praticou. Assim, a visão do negro como “propenso a comportamentos ruins”, permanece presente na construção de pensamento dos policiais mundialmente, que sempre visualizam esses cidadãos como ameaças sociais, violentando-os.
Consequentemente, os policiais praticam a empatia seletiva quando a questão é a população negra. De fato, tal atitude relaciona-se com a descrição do psicanalista Sigmund Freud, que nomeia o pensamento como ensaio da ação. Nesse sentido, os pensamentos racistas dos policiais, levam ao cumprimento da ação de ser mais empático com a população branca, e infelizmente, mais violento com os afrodescendentes, desencadeando o número exacerbado de mortes dos cidadãos negros no Brasil e no mundo, proveniente da polícia.
Torna-se evidente, portanto, que a violência policial contra a população negra precisa tornar-se uma inocuidade mundial. Destarte, importa que o Governo Federal de cada país do mundo, desenvolva um treinamento mais humanitário aos futuros policiais, por meio da inclusão de matérias, ainda na faculdade, que abordem a problemática do racismo no sistema vigente, e a necessidade dos cidadãos de serem tratados igualmente, para que a barreira do preconceito seja quebrada, e os policiais tornem-se cada vez menos violentos, descartando o cenário abordado em “Brooklyn nine-nine”.