Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/06/2020
A constituição cidadã de 1988 - norma que assegura direitos aos cidadãos brasileiros- garante igualdade aos indivíduos. No entanto, percebe-se que os negros sofrem mais com a violência policial, seja no Brasil ou em outros países do mundo, evidenciando que a igualdade não é um direito garantido eficientemente. Nesse sentindo, é importante analisar o processo histórico de escravização de negros e a inserção do racismo estrutural na sociedade atual.
Em primeiro plano, é válido observar o processo escravocrata que permeou durante séculos da história moderna e contemporânea. No período colonial brasileiro, principalmente entre os séculos XVII e XVIII, houve uma massiva escravização de negros advindos do continente africano, para serem utilizados como mão de obra em atividades econômicas. Dessa forma, devido ao processo de inferiorização dos negros durante séculos, ainda existe um imaginário racista na sociedade brasileira, fato que corrobora para intensificação da violência policial durante abordagens e ações policiais em geral. Com isso, negros e brancos são tratados de forma diferente, e muitas vezes os negros são até mesmo mortos inocentemente. Portanto, devido ao processo de escravização e enraizamento do racismo, policiais demonstram atitudes preconceituosas contra negros e pardos.
Em segundo lugar, é necessário entender a dinâmica do racismo estrutural, presente em sociedades contemporâneas. O racismo estrutural é o processo de racismo que ocorre de forma sutil e enraizada nas configurações sociais, ou seja, pode ser evidenciado pela baixa representatividade de negros na política, cursos universitários concorridos, cargos públicos e até mesmo profissões mais remuneradas. Dessa forma, com estruturação do racismo no âmbito social, negros e pardos ficam mais suscetíveis ao processo de violência policial, logo que, estes agentes que também fazem parte da sociedade, reproduzem ações e pensamentos racistas de subalternidade dos negros na conjuntura social. Dessa forma, o racismo estrutural contribui de maneira direta para o crescimento da violência policial.
Infere-se, portanto, que a violência policial é um problema presente em sociedades contemporâneas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Cidadania, promover ações sociais de combate ao racismo, através de palestras e cartilhas educativas em bairros mais periféricos do Brasil, principalmente aqueles que possuem o maior número de negros, a fim de incentivar o engajamento social. Ademais, o Ministério Público, deve intensificar as fiscalizações de policiais que praticam violência contra negros, afastando-os e acompanhando suas ações durante sua jornada de trabalho, instalando câmeras em seu fardamento. Assim, o Brasil e o mundo serão mais justos e igualitários nas questões raciais.