Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/06/2020
O século XVI, período do processo de colonização portuguesa no Brasil, foi marcado pela realização de trabalho forçado, o qual prolongou-se até o fim do século XIX, com a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel. Porém, mesmo após o fim legal da escravidão, não houveram políticas de inserção dos negros na sociedade. Sob essa perspectiva, é importante analisar a correlação histórica face à violência policial contra negros no Brasil e no mundo, sendo que os principais impactos dessa problemática refletem a desigualdade social e a segregação racial.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a América, com ênfase no Brasil e EUA, possuem fortemente enraizado, histórica e culturalmente, o conhecido “racismo estrutural”, bem definido pelo autor Silvio Luiz de Almeida, como uma ideologia e prática de naturalização da desigualdade. Sob esse espectro, as técnicas de abordagens policiais são contaminadas por ideologias racistas, havendo nítida distinção entre classe social e raça. Além disso, os registros brasileiros apontam que em cada 10 (dez) assassinados praticados por ano, 7 (sete) são contra a população negra.
De outro lado, a segregação racial, ideologia reforçada mundialmente em diferente épocas, seja com o Apartheid na África do Sul, ou ainda, a Alemanha nazista, tem como consequência na atualidade, o afastamento da população negra dos grandes centros urbanos. Dessa maneira, são submetidos a cargos com baixa remuneração, moradias sem infraestrutura, e educação de péssima qualidade, além de serem alvos da polícia ostensiva apenas pela cor da pele, com enfoque na ocorrência: mundial.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar o impasse. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal e à ONU, viabilizarem projetos com políticas afirmativas que incluam a população negra em cargos de liderança, além de incentivar o setor privado à dar voz e lugar a essas pessoas, por meio de um sistema proporcional ao número de funcionários, e ainda, incluir matérias interdisciplinares nas escolas, para que assim o objetivo final seja atingido: Igualdade racial.