Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 24/06/2020

O conto de Machado de Assis, “Pai contra mãe”, publicado em 1906, retrata a trajetória social e psicológica de um caçador de escravos, Cândido Neves e da escrava Arminda. Mais de cem anos depois, existe menos crueldade humana. Entretanto, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo ainda não foi erradicada. Percebe-se que o contexto do conto e o de hoje não tem grandes diferenças. Dessa forma, é preciso entender os verdadeiros motivos desse problema para solucioná-lo.

A princípio, é importante destacar que a prática da violência é decorrente da dificuldade de aceitar o diferente, o que está enraizado na cultura brasileira. A escola, junto com os pais, tem a responsabilidade de formar o caráter das crianças e dos jovens, passando exemplos de bondade e não aceitando atos discriminatórios. Porém, segundo os dados do mapa da violência da Organização das Nações Unidas (ONU), a população negra é a mais vulnerável à violência no Brasil. A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no país, o que equivale a mais de 4200 óbitos ao ano. Desse modo, infelizmente, essa minoria ainda sofre devido ao passado histórico que se fixou na cultura brasileira.

Além disso, vale ressaltar que o racismo consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre povos. Desde a escravidão, a história americana é marcada pela supremacia branca e violência contra negros. De acordo com o site G1, a morte de George Floyd fez lembrar a história de Eric Garner, que em 2014 foi morto sufocado por um policial branco. Nos EUA uma pessoa negra corre 2,9 vezes mais risco de ser morta por um policial do que uma pessoa branca. Dessa maneira, lamentavelmente, atitudes agressivas e discriminatória devido ao racismo continuam a acontecer, pondo fim ao direito à liberdade dessa minoria.

É notável, portanto, que a violência policial contra negros no Brasil e no mundo necessita ser amenizada. Logo, é necessário que o Governo Federal sancione leis contra a violência e melhore as já existentes, abra mais canais para a denúncia e postos policiais a fim de diminuir o alto índice de violência verbal e física. Além disso, a mídia, necessita expor projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias esclarecedoras a fim de reduzir as agressões físicas e psicológicas contra a sociedade afetada. Nesse cenário, a violência social não terá o mesmo fim trágico que no conto “Pai contra mãe”.