Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o tecido social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, no Brasil, o que fora abordado pelo autor manteve-se no âmbito literário, uma vez que a arbitrariedade por parte das polícias no Brasil e no mundo é motivada pelo racismo. Esse cenário é fruto tanto das falhas na formação militar dos cadetes nacionais, quanto do fraco empenho de alguns países membros junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, na luta pela igualdade racial.

Em primeiro plano, é preciso destacar que a lei 7.716 define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Pontua-se que as Instituições formadoras da força policial ministram pouquíssimas aulas de Direitos Humanos, humilha e expõem praças a rígida hierarquia e ensina que inimigos têm classe e cor. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura para que assassinatos como o do jovem negro João Pedro morto com um tiro nas costas, dentro de casa, em São Gonçalo no Rio de Janeiro, não seja apenas mais uma estatística.

Ademais, é notória a luta do movimento negro em todo o mundo contra essa opressão junto a Organização das Nações Unidas. O site G1, informa que no Brasil e no Mundo, cerca de 74% das agressões imputadas por policiais são desferidas contra afrodescendentes. Segundo Augusto Jorge Cury – escritor brasileiro, o sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças, logo, nenhuma instituição detém para si o total poder constitucional, fator que determina uma sociedade pautada pela desigualdade, e omissão.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias. Destarte, as Academias militares e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, através de seus líderes, devem juntar esforços a fim de melhorar a formação dos alunos, através da inclusão de disciplinas curriculares como: a importância da empatia e dos direitos humanos, e também sugerir o pagamento de pesadas multas a países que descumpram as leis discriminatórias vigentes. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo da crueldade policial contra cidadãos de cor, e a coletividade alcançará a Utopia de More.