Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 23/06/2020
A Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveriam seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro e mundial atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão da violência policial contra negros, cuja base é uma forte discriminação.
Com isso, surge a questão da brutalidade racial, que persiste intrínseca à realidade brasileira, seja pelo legado histórico seja pela base educacional lacunar. Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação do problema de uma solução o patrimônio histórico e cultural. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos.
Nesse sentido, a agressão policial, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história mundial ao passado, o que dificulta ainda mais sua resolução. Além disso, cabe ressaltar que a insuficiência educacional é um forte empecilho para a resolução do problema. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à discriminação racial, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não está cumprindo seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver a problemática. Faz-se necessário, pois, que o MEC em parceria com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) desenvolvam uma atualização nos livros didáticos de História, por meio da sugestão de projetos que discutam o legado histórico brasileiro relacionando-o a problemas atuais. Ademais, tais projetos poderiam fomentar, até mesmo, a criação de uma Olimpíada de História para o século XXI, para que a questão da discriminação racial seja compreendida em sua totalidade e possa proporcionar avanços que o desamarrem de seu passado excludente. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores possam discutir questões como a violência policial e o racismo, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos. Dessa forma, o Brasil e o mundo poderão superar o