Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos humanos assegura a todos o direito à vida, à liberdade, à igualdade etc. Entretanto, percebe-se que essas conquistas não são efetivadas na prática, haja vista que persiste a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Isso ocorre, sobretudo, não só devido a existência do racismo institucionalizado, mas também de uma formação militar ineficiente.

Em primeiro lugar, ressalta-se que o racismo institucionalizado corrobora significativamente para a persistência da violência e descriminação policial. No Brasil, essa realidade é comprovada pela Gevac( Grupo de Estudos sobre a Violência e Administração de Conflitos) ,  a qual informa que a cada 100 mil habitantes a mortalidade de negros é três vezes maior do que brancos, comprovando a disparidade de óbitos e o preconceito na Instituição Policial do país. Além disso, não é difícil presenciar abordagens agressivas aos indivíduos quanto a cor da pele e a determinada  região da cidade. Isso mostra a seletividade enraizada nessa instituição, o que pode comprometer a credibilidade e gerar protestos.

Em segundo lugar, é importante frisar que a má formação militar quanto ao tratamento igualitário prejudica o desempenho dos policiais no trabalho. Uma vez que, por conta geralmente do pouco tempo de duração do curso de formação aliado a treinamentos agressivos, o tratamento humanitário não é priorizado, facilitando o abuso da força e atos racistas.Dessa forma, mortes como a do  cidadão negro  americano Geord Floyd, que gritava dizendo está sem ar , mas mesmo assim a atitude do policial de respeitar à vida  dele não foi efetivada, acontecem com frequência, pois não existe uma fiscalização rígida que investigue a brutalidade policial.

Evidencia-se, portanto, que a violência policial contra negros deve ser combatida. Nesse viés, é fundamental que a Organização das Nações Unidas, juntamente com o apoio da população, pressionem todos os países a aderirem a comissão de inquérito para investigar os casos de brutalidade policial e o racismo no mundo, com o objetivo de que todos sejam respeitados sem discriminação. Por fim, no Brasil, cabe ao Ministério da Defesa, mediante a reformulação das condutas militares, incluir no currículo de todos os policiais brasileiros cursos sobre práticas humanitárias em relação a abordagem e o tratamento das pessoas, além de ampliar o monitoramento das atitudes militares diante das ocorrências, com a finalidade de reduzir o preconceito seletivo e punir as atitudes ilícitas.