Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 23/06/2020
No livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, o sociólogo Florestan Fernandes descreve a violência do regime militar como representação de poder e opressão sobre os indivíduos. Nesse contexto, trinta anos após o processo de redemocratização, a ficção proposta por Florestan pode ser relacionada aos dias atuais, uma vez que a sociedade brasileira ainda se questiona sobre a atual conjuntura da polícia, a qual essa tem atuado de maneira violenta na correção social de negros no Brasil e no mundo. Acerca disso, essa realidade se deve, essencialmente, a um preconceito racial e um autoritarismo por parte dos policiais.
Em primeiro plano, destacam-se a antipatia aos negros como um dos impasses à permanência do problema. A esse respeito, uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo revela que a violência se concentra mais nas populações negras, as quais 75% das vítimas de homicídio no país são de pele escura. A partir desse dado, pode-se extrair uma conclusão pessimista, pois os indivíduos negros são alvos fáceis da brutalidade policial por apresentarem uma pigmentação mais escura, sendo agredidos em diferentes contextos de forma truculenta e, muitas vezes, sem a averiguação de delitos. Dessa forma, consoante escreveu Martin Luther King, sonho em ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele, é imprescindível a construção de uma sociedade mais empática para a diminuição do problema.
Por conseguinte, presencia-se um forte abuso de autoridade como um dos causadores do problema. Nesse sentido, o documentário “Democracy Black” mostra cenas de agressões policiais a um grupo de pessoas que protestavam nas ruas dos Estados Unidos, contra as desigualdades raciais. Diante disso,
o uso da força militar contribuí para o descrédito e a sensação de insegurança à população, pois essa espera proteção, e não contra-ataque. Por consequência, tal fator contrareiam a Constituição Federal, que por meio do artigo 144 - afirma que o papel da segurança pública é promover a proteção do cidadão.
Portanto, é mister que o Estado tome providências que amenize tal quadro. O Governo Federal crie, por meio de verbas governamentais, palestras e simpósios nos treinamentos policiais, as quais elucidem a importância da igualdade racial entre o indivíduos, com objetivo de reduzir a violência contra pessoas negras no país, a fim de promover a igualdade no que diz repeito a correção de todos os cidadãos, garantindo assim, o extermínio do autoritarismo policial em sociedade. Desse modo, com a reaprendizagem de sua função, a sociedade passaria a se sentir mais confiante à segurança pública.