Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 23/06/2020
No filme de 2018 “O Ódio que Você Semeia”, Starr Carter é uma adolescente negra que presencia o brutal assassinato de seu amigo, Khalil, por um policial branco. O filme se torna mais que nunca importante quando episódios de violência policial direcionada à população negra persistem na realidade brasileira. As raízes racistas do país e a falta de impunidade aos agressores, são fatores que contribuem para esse quadro tão agravante.
A priori, a era da escravidão no Brasil trouxe consequências que até hoje refletem em nossa sociedade. A figura negra continuou sendo vista como inferior e “perigosa” graças ás diversas desigualdades que essa parcela enfrenta. A taxa de desemprego é ainda maior entre os negros, levando a muitos deles a entrarem para o mundo do crime, porém, essa situação não se enquadra em todos os negros.É necessário que esse estereótipo seja destruído e que a população se conscientize pelo respeito igualitário, independente da cor, gênero ou classe social.
Ademais, a falta de impunidade aos policiais está crescendo a cada dia.O episódio onde João Pedro, um menino de 14 anos que teve sua residência invadida por criminosos como tentativa de fuga, é um exemplo. O garoto foi morto injustamente sem ter a oportunidade de se explicar, deixando claro que o real motivo de sua morte foi por seu tom de pele, e até o presente momento, o policial não recebeu uma punição adequada.
Portanto, é mister que o estado tome providências para resolver o impasse. Para que todas os cidadãos tenham seus direitos preservados diante a constituição, urge que ao Poder Legislativo promover a criação e fiscalização de novas leis que penalizem policiais que cometeram equívocos em suas jornadas de trabalho, além de campanhas de conscientização pelo respeito igualitário entre a população através dos meios de comunicação, como: Tvs, internet, jornais, etc. Somente assim, surgirá efeito em nossa sociedade e o problema poderá ser amenizado, onde pessoas não serão julgadas por sua cor, e sim por sua índole.