Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/06/2020

A agressão de autoridades contra afrodescendente é uma adversidade social no Brasil. Mesmo após mais de um século de abolição da escravatura, a população negra permanece, sofrendo violência psicologicamente e fisicamente por conta da diferenças de analfabetismo, escolaridade e pobreza em relação a jovens brancos. Ocasionando em um percentual maior de mortalidade de negros em relação a brancos.

Conforme o jornal digital UOL, negros são 75% entre os mais pobres e os brancos 70% entre os mais ricos. Segundo o levantamento pelo IBGE, 55,8% da população em 2018 se declarou preta ou parda (a soma das duas raças resulta nos negros). Entretanto, no estrato dos 10% com maior rendimento per capita, os brancos representavam 70,6%, enquanto os negros eram 27,7%. Entre os 10% de menor rendimento, isso se inverte: 75,2% são negros. Refletindo em um preconceito de autoridades contra afrodescendentes gerando um péssimo tratamento, agressões, alguns casos chegando até a óbito.

Outrossim, é válido ressaltar que, de acordo com o noticiário G1, Entre os anos de 2009 e 2011, 939 casos de ações policiais foram analisados. O resultado aponta que 61% das vítimas de morte por policiais eram negras. No âmbito infanto-juvenil, os dados são mais alarmantes: entre 15 e 19 anos, duas a cada três pessoas mortas pela PM são negras. Mais da metade das vítimas dos casos analisados, 57%, tinha menos de 24 anos quando foram mortas. Cerca de 2,5 negros são presos para cada pessoa branca.Como dizia o ex-Imperador da Etiópia Haile Selassie “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a violência policial contra negros, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve promover palestras, feitas por professores de sociologia e filosofia sobre a cultura negra e mostrar as esteticísticas de mortalidade de afrodescendentes. Para que haja a diminuição da violência de autoridades contra negros.