Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2020

A morte do norte americano George Floyde após ter sido asfixiado por um policial, o menino João Pedro que foi baleado em uma operação no complexo do Salgueiro em São Gonçalo, Rio de Janeiro, são alguns exemplos  de violência policial contra a população negra, que mobilizaram multidões as ruas. Nesse contexto, as desigualdades sociais e a negligência do Estado aos direitos humanos influenciam esse cenário.

Em primeiro lugar, a história brasileira como de outros países colonizados é marcada pela escravidão, após sua abolição, a população negra não foi devidamente inserida na sociedade, o que reflete os altos índices de analfabetismo, desemprego e violência em comparação aos indivíduos brancos. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o rendimento médio domiciliar per capita de pretos e pardos em 2018, era um pouco mais da metade do que os brancos ganhavam. Assim, evidenciando o cenário de desigualdades socais.

Em segundo lugar, o direito a vida é dever do Estado, no Brasil, garantido na constituição de 1988. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 75,4% das mortes decorrentes de intervenções policiais em 2018 foram de pessoas negras. Vale ressaltar que, normalmente as abordagens policiais são trágicas, caracterizadas por excesso de força, nas quais muitas terminam em mortes. Além disso, há um grande número de  policiais com processos arquivados, por tanto, não são condenados, contribuindo para o aumento da violência. Por isso, é notório que o direito a vida é negligenciado.

Diante disso, fica perceptível a necessidade de mudar a postura policial. Assim, é viável reformular o modo como esses agentes são treinados, com acompanhamento psicológico e educacional, e denuncia de brutalidades, inibindo o abuso de poder, a fim de evitar abordagens catastróficas. Desse modo, com reaprendizagem de sua função, a sociedade, em especial a negra, passaria a se sentir mais segura.