Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2020

No livro “O Ódio que Você Semeia”,de Angie Thomas, a protagonista vivência a morte do melhor amigo por um policial que julgou a cor da pele ao invés do caráter.Assim como na ficção,inúmeras pessoas morrem todos os dias por ações policiais em função da cor da pele, e evidência,assim,a  negligência do governo e o racismo estrutural no Brasil.

Bob Marley,artista negro do século XX,dizia que enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos,haverá guerra.Assim,no século XXI,a cor da pele ainda é um determinante de óbitos na sociedade,em especial quando trata-se de mortes por ações policiais.Entre 2007 e 2017 mais de 400 mil afro-brasileiros foram mortos sob violência policial no Brasil,o que demonstra o racismo estrutural presente na sociedade brasileira.Segundo o atlas da violência,os negros representam 54% da população brasileira,mas são 71,5% das pessoas assassinadas a cada ano no país.Um exemplo é o caso do menino João Pedro,de 14 anos,morto por vários tiros, dentro de casa, por polícias que o confundiram com bandido.

Além disso a violência policial contra negros no Brasil também é um reflexo da negligência do governo.Em 2020, o governo decidiu excluir as taxas de violência policial do balanço anual de direitos humanos,o que mostra a negligência do próprio em relação às mortes de negros  no país.A Constituição Brasileira afirma que todos têm direitos iguais, independente da cor, mas não é assim que acontece na sociedade brasileira. Segundo a agência Brasil, os negros têm 2,7 vezes mais chances de serem assassinados do que os brancos no país e o governo não faz nada.

Infere-se,portanto,que a violência policial é extremamente maléfica a sociedade brasileira.Por isso, é dever do Governo Federal divulgar dados sobre violência policial,criar ações,como novos treinamentos policiais ,palestras, estudos mais aprofundados sobre a cultura afrodescendente,tanto em escolas,quanto em academias de treinamento policial e na mídia brasileira para diminuir as mortes por violência policial e o brilho dos olhos ser mais importante do que a cor da pele.