Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2020

A evolução cultural, social e tecnólogica conquistada pelos seres humanos desde o fim do século XIX até o início do século XXI, fazem com que muitos pensem que a sociedade contemporânea encontre-se completamente desligada de momentos anteriores de sua história. Entretanto, a percepção de que a apenas 132 anos atrás a escravatura de seres humanos foi abolida no último país do mundo, trás a necessidade coletiva de destrinchar as inúmeras facetas do racismo nas diferentes sociedades e o papel violento, vergonhoso e racista que as corporações policiais vem tomando desde então.

A pouco ou maior grau, uma coisa é certa: não há nação no mundo ocidental que não tenha sido diretamente influenciada pela escravidão. Entender esse fato, torna possível a compreensão de que o racismo não trata-se de atitudes individuais, mas sim de um problema estrutural que as elites sociais tem se beneficiado ao longo dos últimos séculos, de diferentes formas. Pesquisas apontam que jovens negros são minoria nas universidades e nos espaços de poder, entretanto, são a maioria das vítimas de brutalidades de ações policiais no Brasil. Esse dado, demonstra que a polícia não vem desempenhando papel de proteção coletiva, mas sim de manutenção da estrutura racista da sociedade.

Após inúmeros protestos antirracistas motivados pela morte do segurança negro sufocado por um policial branco nos Estados Unidos, o governo do estado de New York,tomou medidas contra a brutalidade policial e de apoio a comunidades carentes, demonstrando uma chama de esperança da juventude pelo fim o racismo dentro da corporação e a busca por uma equidade social.

Tomando o estado de New York como exemplo, a luta contra essa problemática deve ser uma bandeira do poder judiciário e das corporações policiais locais, em busca do avanço social e a queda do regime de supremacia racial na qual se baseiam as nações ocidentais