Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/06/2020

Com as mortes do brasileiros João Pedro e do norte-americano George Floyd, ambos negros, o debate sobre a violência policial contra negros reacendeu-se. Nesse espectro, é relevante saber que, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 75% das vítimas de homicídios por policiais são negras, em sua maioria jovens. Sendo assim, a violência policial contra negros é uma realidade no Brasil e suas causas são a sociedade racista e a falta de consequências judiciais.

O Brasil é um país racista e isso se reflete nos números citados. Desde a invasão dos portugueses em 1500, os povos de origem africana foram escravizados e castigados por hipotéticos atos de rebeldia. Por consequência, hoje, jovens pretos são acusados de serem a causa de todos os problemas da criminalidade, independentemente de terem culpa ou não. Assim, se tornaram sinônimo de ameaça aos olhos da polícia racista e despreparada.

Contudo, são muitos os casos em que pretos não apresentam ameaça, mas os policiais se excedem na violência. Esse foi o próprio caso de George Floyd e de muitas crianças que morrem de bala “perdida” em operações contra o tráfico de drogas; mas ninguém é responsabilizado. Se cada criança dessas resultasse na prisão de um policial e uma indenização do Estado, além da justiça feita, rediriam-se as ocorrências desse crime.

Portanto, é evidente a necessidade de reduzir a violência policial. Para isso, o Ministério da Segurança Pública precisa investir em treinamento policial, deixando claro a diferença entre situações de real risco e situações seguras, para que negros inocentes parem de morrer. Além disso, a Justiça deve julgar com mais afinco os homicídios causados por policiais, condenando-os e indenizando as famílias das vítimas quando devido. Dessa forma, a prática da violência policial será desestimulada e a sociedade menos racista.