Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/06/2020
O assassinato do cidadão George Floyd pela polícia norte americana teve como efeito uma onda de protestos que, embora tenham começado nos EUA, logo tomaram o mundo. Dentre as demandas dos protestantes esta a reestruturação da polícia uma vez que essa esta atuando de forma arbitrária frente à população negra, não só nos EUA mas também em países como o Brasil. Em ambas as nações, os resquícios do período escravocrata e a constante associação, por parte da mídia, da população a estereótipos preconceituosos agravam o racismo estrutural que se reflete na forma violenta com a qual a polícia trata a população afrodescendente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que mesmo após a abolição da escravidão em ambos os países, nada foi feito para se incluir os ex-escravizados no meio social. Pelo contrario, nos EUA foram criadas as leis de segregação racial “Jim Crow” e no Brasil ex-proprietários de escravos preferiram contratar imigrantes europeus a assalariar os ex-cativos visando, assim, o embranquecimento da população. Ambas as atitudes fortaleceram o racismo nas sociedades e nas instituições, racismo esse que se vê refletido na polícia.
Além disso, reforçando ainda mais esses resquícios do escravismo, a mídia sempre reproduziu esteriótipos racistas. Um exemplo claro é o de uma marca de sabonete que em uma de suas propagandas fez uma gradação na qual após o banho com o produto a personagem negra ficava branca. Associando assim, a pele negra à sujeira. Esses esteriótipos só reforçam o racismo.
Diante do exposto, fica claro que deve-se cessar a violência policial contra negros. Cabe, pois, ao Estado a criação de uma corregedoria para a polícia que seja responsável por investigar crimes raciais. Deve-se criar, também, um número para que a população possa fazer denúncias anônimas. Os condenados devem ser afastados da corporação, assim combatendo o racismo de dentro da mesma. À população, cabe o boicote a mídias que vinculem conteúdos com esteriótipos racistas.