Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/06/2020
Embora a polícia execute na sociedade o papel de proteger os cidadãos, assim como garante a Constituição Federal de 1988, através do direito social à segurança pública, a atual realidade mostra o contrário, quando o assunto são determinados grupos étnicos. No ano de 2020, houve, no Brasil e no mundo, a repercussão de diversos assassinatos contra pessoas negras, vítimas de ações policiais, como é o caso do americano George Floyd, de 46 anos, e da brasileira Agatha Félix, de 8 anos. Esse histórico de violência contra a comunidade negra é longo e possui causas enraizadas dentro da estrutura social vigente. O passado escravista e a naturalização da desigualdade no Brasil, são pontos que esclarecem e justificam tal cenário. Mediante isso, é preciso que a população se conscientize a respeito de suas heranças históricas para que, assim, tome iniciativas para reverter o quadro.
De início, é importante ressaltar que, após a Abolição da Escravatura, em 1888, os negros obtiveram sua liberdade, porém não tiveram reais oportunidades para se inserirem na sociedade. Assim, formou-se um abismo entre as classes sociais. Essa desigualdade tornou-se vista como algo natural e nunca, de fato, houveram medidas para concertar tal questão. A população negra manteve-se marginalizada e esquecida, durante a passagem do tempo.
Essa posição supracitada levou a manutenção de diversos preconceitos. A visão do negro como periférico, levou ao olhar das elites, o raciocínio de que mantinha comportamentos perigosos contra sua segurança. Assim, o foco das entidades responsáveis por garantir a seguridade dos moradores sempre se voltou a esse grupo, devido a esse preconceito.
Desse modo, as pessoas negras sofrem com a violência não só hoje, mas também no passado, o qual guarda os castigos dos senhores de engenho e as sequelas culturais e físicas do tráfico negreiro.
Diante do exposto, é necessário criar órgãos municipais responsáveis por atender denúncias da violência policial. Essas denúncias devem ser apuradas e julgadas nas devidas esferas jurídicas. É preciso, na mesma instância, que os profissionais punidos passem por um programa de educação, o qual trate de pautas raciais, expondo a condição histórica do negro, além de incentivar a quebra de preconceitos e questionar a ética cujo indivíduo deve apresentar em seu ofício. Com tais medidas, haverá policiais mais conscientizados e, assim, diminuiram os casos desse tipo de violência.