Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/06/2020
O caso do negro norte americano George Floyd, asfixiado por um policial branco, gerou comoção global, bem como reviveu a lembrança de diversos eventos parecidos nos Estados Unidos e no mundo.
Tais barbáries ferem, diretamente, artigos dos Direitos Humanos, como, por exemplo, o que defende que todos são iguais em dignidade e direitos, e que ninguém será submetido a tratamento desumano e cruel. Assim, é imperioso analisar a influência que líderes conservadores têm na questão e a incontinência do governo em assegurar direitos aos negros.
Em primeiro análise, as medidas de presidentes que preservam antigas mentalidades, tais como: Donald Trump e Jair Bolsonaro, fomentam a permanência de estigmas que compõem esse conservadorismo - o racismo sistêmico. Diante das manifestações que se sucederam, após o homicídio de Floyd, Trump ameaçou, por redes sociais, liberar cães contra os protestantes. Esse e outros atos retrógrados somam-se a escândalos de racismo que envolvem Bolsonaro e constroem, principalmente, a base em que policiais se apoiam a fim de cometerem atrocidades contra negros. A partir disso, nota-se que a morte de Floyd evidencia a continuidade da injustiça que enforcou tantos outros negros em troncos.
Em segunda análise, a incompetência do governo em garantir iguais condições de vida a todos os cidadãos, constitui-se como a força gravitacional que mantém a desigualdade social no cenário contemporâneo. De acordo com o IBGE, negros recebem menos do que brancos independente de qualificações, além disso, brancos ocupam mais de um terço das cadeiras em universidades públicas. Nesse contexto, comprova-se que a morte de negros por militares, que segundo o Anuário da Violência, compõem 75% do total de afrodescendentes mortos no Brasil, espelha o descaso histórico pela democracia racial de uma sociedade segregacionista.
Destarte. para que o abuso violento de negros por autoridades deixe de ser uma realidade no Brasil, o Ministério da Educação deve evitar que a população eleja líderes com tendências radicais e preconceituosas, isso pode ser feito através de ONG´s que desconstruam a visão racista por meio do conhecimento, como, por alusão, documentários que explanem o crime que isso se constitui e o mal que faz para a sociedade. Muito se deve fazer, porém, como diz Oscar Wild: " o primeiro passo é o mais importante para a revolução".