Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/06/2020
O Darwinismo Social, é uma ideologia que foi aplicada a questões relativas à origem e à variabilidade morfológica humana, na qual designava o ser humano no conceito de “raças”. Segundo este, a linhagem ariana ganhava maior destaque dentre as demais. Atualmente, esse conceito, refutado, tem se mostrado presente na sociedade. Diante do passado colonial, no Brasil, a herança do patriarcalismo gerou uma carência de recursos e de desigualdades no pós-abolição à escravatura. Os negros passaram a habitar periferias, não eram aceitos socialmente e não conseguiam melhores condições de vida, nem de trabalho. No mundo, essas ideias influenciaram pensamento de “raça pura” do Nazismo e à segregação social do Apartheid, na África do Sul. Com isso, surge a problemática do preconceito ético-racial que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país e do mundo, criando a vulgarização da “marginalização” dos negros por parte da polícia, o que acarretou, em demasia, as agressões a esse público, seja pela lenta mudança de mentalidade social, seja pela imposição classista da sociedade. Em primeiro lugar, a perpetuação do seguimento patriarcal, destaca-se como o principal objeto impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Ao seguir essa linha de raciocínio, percebe-se que a observação com relação a atos discriminatórios se encaixa na teoria do filósofo. De maneira que, uma criança pode ser influenciada pelos pais, ou pelo meio em que ela vive, tendendo a adotar o mesmo tipo de pensamento. Assim, a continuação desse preceito é passada de geração a geração. Logo, se esse mesmo indivíduo ingressar nas carreiras policiais, enfrentará com desavença abordagens contra os negros, mantendo assim, o problema da violência policial no Brasil. Em segundo lugar, a estratificação social é influenciadora da concepção de superioridade de renda, originando, assim, maiores desigualdades. No Brasil e no Mundo há uma concepção histórica de que as pessoas negras não são detentoras de altos proventos, o que faz com que elas sejam excluídas socialmente. Ademais, a brutalidade policial assola ainda mais esse déficit, que fazem vítimas pessoas que residem em áreas periféricas e de maioria negra. Segundo o relatório feito pela Coalizão Negra por Direitos, em 2017, as mortes de afro-brasileiros por policiais representavam cerca de 76% no cenário nacional. Com isso, assolando ainda mais a questão da violência.
Portanto, fica evidente pelos fatos supracitados a perseverança da violência racial praticada pelas polícias. Por isso, é necessário que a Secretaria de Segurança Pública reeduque e moldem seu policiais, por meio de oficinas educativas, palestras sociais e reestruture os treinamentos para que as abordagens sejam mais democráticas. Só assim, haverá uma redução nas estatísticas.