Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/06/2020
Em sua obra ‘‘O ódio que você semeia’’, a escritora Angie Thomas relata a história de Starr Carter, uma adolescente negra que presencia a morte de seu melhor amigo por um policial branco. Fora da literatura, é comum observar as agressões físicas e psicológicas contra a população negra, tanto no Brasil quanto no mundo, gerando insatisfação por parte da população defensora da igualdade.
Em primeira análise, cabe pontuar que desde a segregação racial nos Estados Unidos, a polícia utilizou sua autoridade para agredir uma parte da população, estabelecendo o afastamento entre negros e brancos nos trens, barbearias, teatros ou restaurantes. De forma análoga, no último dia 25, George Floyd, um afro-americano, faleceu ao ser submetido à um tipo de violência policial na cidade de Minnesota, o que impulsionou reivindicações sociais contra o racismo.
Além disso, no Brasil o número de mortes decorrentes da intervenção policial cresce de maneira alarmante, uma vez que a impunidade garante à alguns ‘‘agentes da lei’’ vitimarem afrodescendentes. Outrossim, é que jovens negros são rotulados como marginais e à eles não é oferecido nenhum tipo de curso técnico ou oficina de esportes, para que não se tornem tão vulneráveis à uma sociedade preconceituosa.
Portanto, é necessário que o poder legislativo elabore leis mais eficientes para driblar a violência policial contra a população negra, uma vez que o papel dessa é garantir a segurança e não o contrário. Ademais, a escola e a família devem instruir crianças e jovens sobre a importância de se construir um país que preze pela igualdade e direitos, independente da cor de pele, sexo ou etnia. Dessa forma, cenários como o de ‘‘O ódio que você semeia’’ ficará restrito à literatura.