Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/06/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo contraria-a, uma vez que, não há justiça racial para a população negra. Dessa forma, é necessário que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas a má influência midiática e insuficiência de leis.

Em primeiro lugar, o silenciamento da mídia caracteriza-se como um complexo dificultador à resolução do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia - em especial os grandes veículos de informação - não trazem à pauta a brutalidade policial e o racismo contra a população negra, invisibilizando cerca de 19 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a insuficiência de leis. De acordo com o filósofo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, é possível perceber que a legislação não tem sido suficiente para garantir a segurança para todos, principalmente porque, conforme a entidade Coalizão Negra por Direitos, entre 2007 e 2017, mais de 400.000 negros morreram por violência policial.

Portanto, medidas são necessárias para evitar mortes de negros pela brutalidade da polícia. Cabe, então, ao Supremo Tribunal Federal desenvolver uma nova lei que promova, exclusivamente, a segurança da população negra. Isso deve ser feito por meio de análises dos relatos dessas pessoas que já presenciaram essas brutalidades. Assim, eles terão uma segurança digna e adequada, sem ser uma opressão, conforme Pierre Bourdieu acreditava que deveria ser.