Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/06/2020

“A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa”. A notória frase do poeta alemão Schiller nos remete a uma realidade que, infelizmente ainda é muito recorrente na sociedade: a violência policial contra os negros, consequência direta do preconceito em relação a cor de pele e a associação da bestialidade com a comunidade preta.   Primeiramente, a origem desse preconceito policial relaciona-se à estruturação social decorrente da escravidão, em que o abuso da força era intensamente usado, semelhante ao que acontece hodiernamente nas mãos da polícia. Assim, mesmo quando a suposta causa de “proteger a população” é usada como justificativa à violência, esta é sempre terrível e maquiavélica, como afirma a frase de Schiller.

Ademais, com a maior criminalidade em favelas e bairros menos favorecidos – onde se concentra a população negra – há, consequentemente, um maior número de abordagens policiais. Porém, com esse “costume” de ABORDAR tal comunidade, vemos que muitos oficiais ainda associam pessoas pretas com a violência, presumindo que todas as pessoas pretas são cometedoras de atos hediondos ou até assassinos. De acordo com a pesquisa feita pelo Data Favela, 65% dos moradores do Rio têm medo de sofrer violência policial.

Diante disso, é possível compreender que, para reverter ao máximo essa violência, é preciso que o Ministério Público, junto com as próprias polícias, elabore protocolos de uso da força, por meio de metas e mecanismos de ação, a fim de controlar tais atos. Outrossim, urge que o governo investigue de maneira célere, justa, e imparcial todas as mortes cometidas por agentes do Estado, por meio do ISP (Instituto de Segurança Pública). Assim, espera-se que a violência policial seja reduzida, e que a justiça seja efetivamente feita.