Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/06/2020
Segundo o filósofo alemão Ralf Dahrendorf,em seu livro A lei e a Ordem,quando as atividades manipuladoras das ações coletivas perdem sua validade, o Estado encontra-se anomico.Ou seja, quando o órgão responsável pela dominação parcial da liberdade das pessoas,não apresenta eficácia em suas atitudes, ele tende a entrar em colapso.E diante dessa perspectiva, nota-se na contemporaneidade, uma temática bastante complexa,a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, assunto este que necessita de maior amparo judicial e eliminação do racismo.
Diante da Declaração Universal dos direitos Humanos,todo cidadão tem direito de gozar da plena liberdade e segurança sem distinção de qualquer espécie.Entretanto não é isso que ocorre no mundo real, pois os casos de violência policial contra pessoas negras,ganham cada vez mais destaque nos noticiários, fato este que é extremamente paradoxal, pois o indivíduo que deveria estar garantindo a segurança de alguém, está tirando-a.Com base nesse argumento então, é valido destacar, que nem todos os cidadãos usufruem do mesmo direito, comprovando assim a grande falha judicial e o estado anomico do governo.
“Quem mata recebe o mérito, a farda quem pratica o mal, ver o negro preso ou morto já é cultural“.Este trecho da letra Nego Drama, da banda Racionais, retrata um pouco do racismo estrutural presente na atual sociedade, em que ter uma característica Afrodescendente já é motivo para receio.E é esse sentimento nefasto, que leva na maioria dos casos, a violência contra pessoas negras, exemplo disto são os Ku kux clans que fizeram manifestações nos EUA contra os afrodescendentes, ou como no notório caso de Eric Garner, em que mesmo imobilizado o policial ainda continuou o enforcando ,levando-o a morte.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se que para a erradicação da violência policial contra as pessoas negras é necessário mitigar a falha jurídica e o racismo.Cabe,portanto, aos governos federais aplicarem de maneira mais efetiva as leis já criadas, para que tanto os casos de agressão quanto os de racismo sejam julgados de maneira mais justa, a fim de garantir que a legislação universal que assegura a plena liberdade e segurança possa ser aplicada em totalidade.Ademais,cabe também as escolas,como influenciadoras primarias de opinião, trabalharem o conceito de igualdade social,por meio de aulas e oficinas de sociologia e filosofia, com a finalidade de eliminar o racismo estrutural na sociedade. E então desse modo, o estado anomico apresentado por Dahrendorf também sera quebrado.